A regra é simples: 50% da renda para necessidades, 30% para desejos, 20% para poupança. Criada pela senadora americana Elizabeth Warren, faz sentido para quem ganha em dólar e mora num país com infraestrutura pública decente.
No Brasil, a conta não fecha.
Em São Paulo, o aluguel de um apartamento de 1 quarto em bairro razoável consome entre 30% e 40% do salário de quem ganha R$ 5.000. Isso antes de contar alimentação, transporte, plano de saúde. Os 50% para necessidades viram 70% antes de você perceber.
Para a realidade brasileira, sugiro uma abordagem diferente: primeiro, separe o mínimo para poupança (mesmo que seja 5%). Depois, pague as contas fixas. O que sobrar é o que você pode gastar. Não é glamouroso, mas é honesto.
A regra dos 50/30/20 é um ponto de partida, não uma lei. Adapte para a sua realidade.